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Português vai estar no CT em 2017

Frederico Morais Travado em Pipeline

Frederico Morais foi eliminado mas está qualificado para o Championship Tour 2017 (®WSL/TonyHeff)
Frederico Morais foi eliminado mas está qualificado para o Championship Tour 2017 (®WSL/TonyHeff)
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Frederico Morais foi eliminado na Ronda 2 do Billabong Pipe Masters, última prova do Samsung Galaxy Championship Tour 2016, da World Surf League. O surfista português terminou a histórica série de três provas no Hawaii, nas quais conseguiu a qualificação para o CT 2017 e assumiu a liderança, agora comprometida, no ‘ranking’ do cobiçado troféu havaiano Vans Triple Crown.

O Billabong Pipe Masters foi retomado ontem à noite (hora portuguesa), com a realização das rondas 2 e 3 em palanque duplo, em Backdoor Pipeline. A prova esteve alguns dias em espera, depois da Ronda 1, na qual Frederico Morais fez a melhor onda no seu ‘heat’ e por pouco conseguia apuramento direto para a Ronda 3.

Pipeline não esteve de gala para a estreia de Frederico Morais. A famosa onda havaiana não produziu os tubos pelos quais é mundialmente conhecida, mas ofereceu condições razoáveis, com alguns tubos à disposição, e foi palco de uma jornada de emoções fortes. Nat Young e Keanu Asing falharam a requalificação para 2017 e estão fora do CT. Stu Kennedy e Caio Ibelli também foram eliminados, deixando Conner Coffin mais próximo do prémio novato do ano. Kanoa Igarashi ‘partiu a loiça’ e poderá garantir a requalificação pelo próprio CT se avançar mais duas rondas, o que abrirá as portas do Championship Tour a Ezequiel Lau, 11º no QS.

Frederico Morais no tubo, durante o duelo perdido contra Sebastian Zietz (®WSL/DamienPoullenot)

Frederico Morais no tubo, durante o duelo perdido contra Sebastian Zietz (®WSL/DamienPoullenot)

Frederico Morais perdeu para Sebastian Zietz, num duelo de notas médias, na Ronda 2. Terminou aí a fantástica corrida do português no Hawaii. O surfista português fez 2º lugar nos dois últimos QS da temporada (ambos de valor máximo, 10000 pontos) – 2016 Hawaiian Pro e Vans World Cup – e conseguiu com esses resultados garantir um lugar no CT 2017. Frederico Morais é o segundo português – depois de Tiago Pires, em 2008 – a conseguir chegar ao circuito da elite do surf mundial.

Além da histórica qualificação para o CT 2017, Frederico Morais assumiu também a liderança no ‘ranking’ do troféu Vans Triple Crown 2016. O vencedor do troféu é definido pelo ‘ranking’ de três provas: Hawaiian Pro, Vans Word Cup e Billabong Pipe Masters. Frederico Morais estava em boa posição para ser o primeiro surfista europeu a conquistar a Triple Crown e por isso mesmo foi convidado para competir em Pipeline.

Frederico Morais com Richard 'Dog' Marsh em Sunset, depois de consumado o apuramento para o CT 2017 (®DR)

Frederico Morais com Richard ‘Dog’ Marsh em Sunset, depois de consumado o apuramento para o CT 2017 (®DR)

Frederico Morais comprometeu a liderança no ‘ranking’ Triple Crown. O português liderava com 16.000 pontos e somou mais 500 pontos em Pipeline. O campeão do mundo John John Florence segue na 2ª posição (12.300 pontos), mas já está na Ronda 4 em Pipeline, o que lhe garante, pelo menos, mais 4 mil pontos para as contas finais, quase suficiente (faltam 201 pontos) para assumir a liderança na Triple Crown, que venceu em 2013. Se passar para os quartos-de-final, John John assume a liderança no troféu.

Jordy Smith é 3º no ‘ranking’ Triple Crown, com 12.100 pontos. O sul-africano está na última bateria da Ronda 3 em Pipeline, a única ainda por realizar nessa fase. Se avançar para a Ronda 4, Jordy Smith vai manter John John Florence sob pressão na luta pela Triple Crown. Jadson André é 4º no ‘ranking’ mas está fora da luta, porque foi eliminado em Pipeline. O ‘rei’ Kelly Slater ainda está na corrida. Com 10 mil pontos em jogo em Pipeline e 9.100 já registados no 5º lugar do ‘ranking’ Triple Crown, Kelly tem ainda hipóteses matemáticas de voltar a ganhar o troféu que lhe escapa desde 1998.

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