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Consulta Pública terminou

Pedido ‘Chumbo’ de Cidade Lacustre em Vilamoura

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O movimento cívico ‘Pela Ribeira de Quarteira – Contra a Cidade Lacustre’ solicitou a emissão de Declaração de Impacto Ambiental Desfavorável ao projeto denominado “Loteamento da Cidade Lacustre, Vilamoura”, cuja consulta pública decorreu de 2020- 05-08 a 2020-05-21. O projeto tem cerca de duas décadas e prevê a construção de 834 unidades de alojamento e 1150 novos fogos numa área de 100 hectares próximo da Rocha Baixinha, Praia da Falésia.

O projeto prevê mais 2500 camas turísticas, numa proposta urbanística a ser implementada à volta de quatro lagos de água salgada, três dos quais ainda inexistentes. O Estudo de Impacto Ambiental do projeto esteve em consulta pública o ano passado. A Comissão de Avaliação detectou diversas lacunas e devolveu o estudo ao promotor, dando-lhe um prazo de seis meses para corrigir o documento.

Tal como havia sido previsto na altura, o EIA da ‘Cidade Lacustre’ voltou a estar agora em consulta pública. De acordo com nota de imprensa emitida pelo movimento cívico ‘Pela Ribeira de Quarteira – Contra a Cidade Lacustre’, o Estudo de Impacto Ambiental foi alvo de outros pareceres nesta nova consulta pública, por parte de entidades de defesa ambiental, “tais como LPN – Liga para a Proteção da Natureza, Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e o movimento de cidadãos Glocal Faro”.

O movimento ‘Pela Ribeira de Quarteira – Contra a Cidade Lacustre’ pediu “Declaração de Impacto Ambiental Desfavorável por tratar-se de um projeto megalómano com danos irreversíveis, que traz o mar para a terra, que faz subir o nível das águas do mar pela mão humana, mais uma enorme pressão paisagística na costa algarvia com perda de valor de ecossistemas e com elevada degradação ambiental nas áreas envolventes devido à área artificial criada”.

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