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Iniciativa envolve três escolas de surf

Rotary Clube Lança EcoSurf na Praia da Rocha

A preservação do meio ambiente é um tema central da pedagogia no surf (®PauloMarcelino/Arquivo)
A preservação do meio ambiente é um tema central da pedagogia no surf (®PauloMarcelino/Arquivo)
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O Rotary Clube da Praia da Rocha lançou o projeto EcoSurf 2016, desafiando as três escolas de surf da principal praia de Portimão a recolher garrafas PET, para produzir pranchas de surf e com elas realizarem em conjunto um dia de exibição no mar, em maio, e posterior exposição itinerante pelas escolas do ensino básico do concelho. “É um projeto-piloto de sensibilização ambiental sobre reciclagem de materiais”, disse Hugo Pinto, presidente do Rotary Clube da Praia da Rocha, ao Swell-Algarve.

O projeto começou este mês com a fase de recolha de garrafas, envolvendo também os escuteiros da cidade. A ideia é manter os alunos das escolas de surf atentos à poluição das praias onde vão surfar e disponíveis para nelas recolher todas as garrafas PET que encontrem.

Antes de formar atletas, o treinador de surf forma pessoas (®PauloMarcelino/Arquivo)

Antes de formar atletas, o treinador de surf forma pessoas (®PauloMarcelino/Arquivo)

O PET, ou polietileno; é um polímero que começou a ser usado na década de 70 do século passado na produção de garrafas, sobretudo, para refrigerantes. São aquelas garrafas de plástico, tipicamente, de litro e meio, cor verde e textura lisa. O PET tem a vantagem de ser 100% reciclável, podendo ser reconvertido em matéria para outras aplicações industriais. Mas, quando deixado no meio ambiente, o PET demora 400 anos a degradar-se.

A reciclagem não acompanhou o ritmo de produção e o PET acabou por se tornar um problema ambiental, apesar de ser um polímero criado com preocupações ecológicas, por ser 100% reciclável. A iniciativa do Rotary Clube da Praia da Rocha pretende alertar, sobretudo, as crianças para a importância de recolher as garrafas PET e colocá-las no circuito da reciclagem.

Video sobre o I Campeonato PET Surf no Brasil ensina a fazer prancha ecológica

“A ideia surgiu de um companheiro brasileiro do clube que viu no Brasil e interessou-se”, comentou Hugo Pinto. O Rotary Clube da Praia da Rocha colocou o desafio ao Portimão Surf Clube, à Playsurf e à Future Surfing School, as três escolas de surf de Portimão. Pediu-lhes que recolham garrafas PET em fevereiro e março, que construam pranchas de surf com colagem de garrafas em abril (pelo menos, uma prancha por escola) e que organizem uma exibição das pranchas no mar, na Praia da Rocha, no dia 15 de maio.

“Não vamos ficar pela exibição na praia. Queremos criar um sistema de arquivo, ou acompanhamento de todo o processo, para montar uma exposição, também com as pranchas, para percorrer as escolas do concelho. Gostaríamos também de ocupar um período na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Portimão”, revelou o presidente do Rotary Clube da Praia da Rocha.

Surf é mais do que competição; é um modo de vida que coloca os surfistas em comunhão com a natureza (®PauloMarcelino/Arquivo)

Surf é mais do que competição; é um modo de vida que coloca os surfistas em comunhão com a natureza (®PauloMarcelino/Arquivo)

A ideia foi muito bem recebida pelas escolas de surf. “É uma iniciativa excelente e é bom que entidades fora do surf façam coisas positivas no surf. A mensagem do ambiente e da reciclagem é muito importante para passar aos miúdos”, comentou Francisco Canelas, presidente do Portimão Surf Clube, ao Swell-Algarve.

“É uma boa iniciativa e a Playsurf está empenhadíssima”, disse Bruno Freitas, responsável pela Playsurf. “É uma iniciativa boa, que vai juntar escolas e envolver mais pessoas no âmbito da ecologia”, comentou Gustavo Gouveia, da Future Surfing School.

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