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Rolex Sydney Hobart Yacht Race 2015

Algarvio Conclui Regata Dura na Austrália

Chegada a Hobart. Luís Brito, à esquerda, com o colega de aventura Alex Gilbert, que diz que o português é um dos melhores navegadores oceânicos com quem já velejou (®DR)
Chegada a Hobart. Luís Brito, à esquerda, com o colega de aventura Alex Gilbert, que diz que o português é um dos melhores navegadores oceânicos com quem já velejou (®DR)
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“Foi uma regata longa e difícil (…) Ainda estou meio zonzo”, comentou Luís Brito, pouco tempo após concluir a famosa regata Rolex Sydney Hobart Yacht Race 2015, na Austrália. O velejador algarvio, responsável pelo projeto Vela Solidária, integrou a tripulação do ‘Challenge’, que chegou a Hobart pelas 22h48 locais de ontem, 30 de dezembro (11h48 do mesmo dia, em Portugal Continental), completando as 628 milhas desde Sydney em 4 dias, 9 horas, 48 minutos e 29 segundos.

Luís Brito realizou um sonho de mar ao participar na Sydney Hobart, considerada umas das mais difíceis regatas no Mundo. O velejador algarvio conseguiu lugar na tripulação de 10 elementos do ‘Challenge’, um modelo Sydney 38, barco com boa carreira desportiva, considerado um dos melhores do seu modelo na Austrália.

A 71ª Edição da Rolex Sydney Hobart foi dura, como se esperava, e chegou a ser apontada como das mais difíceis quando cerca de um terço da frota de 108 veleiros estava fora de prova ao fim de dois primeiros dias muito intensos. “Foram cerca de 9 horas a navegar à popa com ventos ente os 15 e os 30 nós e a atingirmos velocidades de 20 nós. Divertido mas arriscado o suficiente para termos rasgado um spi e termos perdido o controlo do Challenge várias vezes”, relatou Luís Brito, relatando para o Swell-Algarve um dos momentos de aperto na primeira fase da regata.

Tripulação do Challenge, com Luís Brito à direita (®DR)

Tripulação do Challenge, com Luís Brito à direita (®DR)

Não foi o único momento difícil durante o percurso até ao Estreito de Bass. “De repente, e em não mais de 5 minutos, o vento passou de 30 nós de Norte para 35 nós de Sul. Aqui foi um pouco caótico para a tripulação pouco experiente do Challenge, mas após rizarmos a vela grande e colocarmos o estai de tempestade, começamos a recuperar alguma distância para os nossos adversários mais diretos e ao fim do segundo dia de regata estavamos em 3º da classificação da nossa classe”, recorda Luís Brito.

O Challenge provava ter alma na tempestade, mas as condições alteraram-se. “Depois vieram alguns momentos mais frustrantes com uma noite sem vento e consequente sem progressão o que se foi intercalando com momentos com vento variável de direção e com cerca de 10 nós de intensidade durante todo o terceiro dia. No quarto dia acordamos a ver algumas ilhas que antecedem a Tasmânia e o vento de Norte que chegou aos 25 nós ajudou-nos a descer toda a costa da Tasmânia”.

O Challenge foi o 53º dos 77 barcos que chegaram a Hobart e fez 19º lugar na sua classe (®DR)

O Challenge foi o 53º dos 77 barcos que chegaram a Hobart e fez 19º lugar na sua classe (®DR)

O vencedor geral (já com tempo corrigido) da 71ª Rolex Sydney Hobart foi o veleiro TP52 ‘Balance’, que conquistou a segunda vitória em cinco participações na regata. Foi o 7º a ‘cortar a meta’, em 3 dias, três horas e 50 minutos. O primeiro nas honras de chegada – o primeiro a chegar a Hobart – foi o fantástico ‘Comanche’, em dois dias, oito horas e 58 minutos.

O Challenge foi o 53º veleiro a chegar a Hobart, num total de 77 que conseguiram terminar a regata (à hora desta notícia, o Myuna III, o último, estava ainda a sete horas da chegada). Nas contas finais com tempos corrigidos (de acordo com as características dos modelos), o ‘Challenge’ fez 9º lugar nas Divisões IRC-Div4, ORCi-Div3 e Corinthian; 12º na divisão ORCi e 19º na IRC.

“Foi uma grande aprendizagem e um momento que só se pode viver uma vez em cada ano. Fica a vontade de voltar e de superar mais vezes este desafio. Agora é momento de festejar e começar a planear o próximo ano e as próximas aventuras”, concluiu Luís Brito.

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