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Campeonato Euro-Africano 2017 na Croácia

Convocados Recusam Seleção de Pesca Submarina

Imagem usada por Matthias Sandeck no anúncio público da recusa da convocatória (®DR)
Imagem usada por Matthias Sandeck no anúncio público da recusa da convocatória (®DR)
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Os primeiros convocados pela Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas para a Seleção de Portugal ao Campeonato Euro-Africano de Pesca Submarina 2017 recusaram a convocatória por não concordarem com as condições. Entre os cinco primeiros convocados encontravam-se os algarvios Jody Lot e Matthias Sandeck. “Também temos o direito a dizer não”, comentou o algarvio tricampeão nacional Jody Lot, ao Swell-Algarve.

Os cinco primeiros convocados pela FPAS foram os atletas André Domingues, Jody Lot, Pedro Nuno Domingues, Matthias Sandeck e João Miguel Peixeiro. A recusa da convocatória por estes atletas foi tornada pública no dia 22 de agosto, em duas publicações feitas por André Domingues e Matthias Sandeck nos respetivos perfis no Facebook.

O Campeonato Euro-Africano de Pesca Submarina 2017 decorre na Croácia, nos dias 13 a 17 de setembro. A FPAS emitiu a primeira convocatória no dia 7 de agosto, a cinco semanas do campeonato. A federação propôs aos atletas viajarem juntos numa carrinha da própria instituição, com saída de Lisboa a 11 de setembro e regresso a 18, assumindo as despesas de deslocação, inscrição, alojamento em apartamento partilhado e alimentação.

Os atletas viajariam em carrinha durante 48 horas, percorrendo mais de 3500 quilómetros até ao local da prova, onde chegariam na véspera da cerimónia de abertura, cansados e com apenas um dia para fazer marcação no mar. Esse trabalho de preparação é essencial para conseguir lutar por bons resultados.

“Para preparar a prova precisávamos no mínimo de duas semanas de prospeção no local. Em três semanas é-nos impossível arranjarmos nós patrocínios ou apoios”, comentou Matthias Sandeck, ao Swell-Algarve. “Fazer três mil e tal quilómetros só para ir cumprir calendário, não vou”, acrescentou Jody Lot.

Na prática, os atletas costumam investir do seu próprio bolso, para conseguirem chegar com mais tempo de antecedência e realizar um bom trabalho de marcação nos locais de provas internacionais onde representam Portugal. “Não consigo repetir o enorme esforço financeiro que tenho feito nos últimos anos para poder representar a seleção”, desabafou André Domingues, no Facebook.

“Também concordo que não deveria ser os atletas a terem que desembolsar para representar o seu País”, comentou Ricardo José, presidente da FPAS, na publicação de André Domingues no Facebook. “Oferecemos o que temos disponível e mais do que isso não podemos ir”, acrescentou o presidente da federação.

Lourenço Silveira, elemento da direção do FPAS, admite que é importante realizar prospeções locais nas duas semanas, “principalmente na última semana” antes das provas. Mas sublinha as contingências financeiras. “A federação disponibilizou na medida do orçamento que tinha. Não podíamos ir mais além”, disse o dirigente federativo, ao Swell-Algarve.

A FPAS vai divulgar esta na semana de 28 de agosto a 1 de setembro os nomes dos cinco atletas que irão formar a Seleção de Portugal ao Euro-Africano de Pesca Submarina na Croácia. A federação confrontou-se com mais recusas à medida que desceu no ‘ranking’ para convocar atletas. “Também houve algumas recusas”, confirmou Lourenço Silveira. O dirigente federativo destacou que em alguns casos foi por indisponibilidade dos atletas face a compromissos pessoais.

Portugal vai estar presente com uma seleção de recurso no campeonato europeu onde vai estar em jogo a qualificação para o Mundial em 2018. No caso particular de Portugal essa qualificação não importa porque o País está automaticamente apurado como anfitrião do Mundial no próximo ano, que vai decorrer em Sagres, no Algarve.

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