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Pelo segundo ano consecutivo

Algarvio Carlos Clímaco Sobe ao Pódio no Défi Wind

Algarvio Carlos Clímaco, à direita, no Pódio +60 do Défi Wind de Gruissan 2019 (®DefiWind)
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Carlos Clímaco (Clube Naval de Portimão) terminou o Défi Wind de Gruissan 2019 em 3º lugar no escalão maiores de 60 anos de idade. O velejador de Sagres conseguiu a segunda subida ao pódio em anos consecutivos na maior e mais dura prova de windsurf no mundo, disputada em França com regatas com 40 quilómetros de extensão cada, vento muito forte e largadas conjuntas com mais de mil ‘velas’ na água. “Quero dedicar este prémio a todos aqueles que das mais diversas formas me ajudaram”, agradeceu o atleta algarvio.

O velejador algarvio cumpriu este ano o seu terceiro Défi Wind de Gruissan consecutivo. O ano passado, Carlos Clímaco, 61 anos de idade, subiu ao 2º lugar do pódio na categoria +60. Este ano, subiu ao 3º lugar do mesmo pódio e terá sido o primeiro Português – em 19 edições da prova – a conseguir pódio em dois anos consecutivos.

O ano passado, Carlos Clímaco terá sido o primeiro Português a conseguir um pódio no Défi Wind de Gruissan. Esse estatuto foi contestado pelo nosso leitor Filipe Guerra, alegando que o velejador ‘Zé Pedro Monteiro’ fez 1º lugar Grandmaster em 2011. O ‘site’ oficial do evento tem resultados disponíveis online apenas até 2013. Carlos Clímaco consultou em Gruissan registos físicos de resultados do Défi Wind de 2011 e não encontrou o referido pódio do português ‘Zé Pedro Monteiro’.

Carlos Clímaco no seu segundo pódio consecutivo no Défi Wind; um registo nunca alcançado por outro português (®DefiWind)

O Défi Wind de Gruissan 2019 foi disputado entre os dias 30 de maio e 2 de junho, com cerca de 1200 participantes, em representação de 47 países, dispostos a desafiar o poderoso Tramontana. “O nível dos atletas subiu muito em relação ao ano passado”, comentou Carlos Clímaco, que integrou o grupo de 32 competidores no escalão +60.

Só no primeiro dia o Tramontana soprou com força suficiente para realizar regatas. Nesse dia, quinta-feira 30 de maio foram realizadas duas regatas completas, as únicas que contaram para a classificação final. Foram duas experiências bem diferentes para o velejador algarvio.

“Estraguei a primeira regata numa quebra de vento na última bóia. Comecei com a melhor largada que já fiz e estava a fazer uma regata espetacular”, recordou Carlos Clímaco, ao Swell-Algarve. “Fiquei a boiar uns três minutos na última bóia. Depois, junto à chegada ia num grupo de 10 ou 20 quando o vento caiu. Não conseguimos cortar a linha de chegada; tivemos de voltar para trás e foi difícil completar a regata”, acrescentou.

Já a segunda regata foi uma estória diferente. “Fiz uma largada má, fiquei parado uns 20 a 30 segundos. Mas depois fiz uma regata perfeita, das melhores que já fiz, desde a escolha do material e sem erros. Em cada bóia passava 50 a 70 concorrentes”, disse Carlos Clímaco.

Os quatro portugueses que estiveram no Défi Wind de Gruissan 2019 (®APWind)

No somatório das duas únicas regatas da prova, Carlos Clímaco terminou em 264º geral; 3º no escalão +60. Estiveram em prova mais três portugueses: Rui Silva (198º geral), Delker Costa (498º) e Elvio Mendonça (708º).

Concluído o terceiro desafio Défi Wind, Carlos Clímaco não tem dúvidas quanto aos próximos anos: “Vou lá todas as vezes até ter saúde”.

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