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Algarvia experimentou nova Classe na Irlanda

Beatriz Cintra Satisfeita com Teste em 420

Beatriz Cintra ao leme de um 420 nas águas de Dublin, o seu primeiro contato com a Classe (®DR)
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A velejadora algarvia Beatriz Cintra experimentou um 420 em Dublin, Irlanda. Foi o primeiro contato com a Classe pela qual poderá optar na próxima época desportiva. A atleta do Clube Naval de Portimão, vice-campeã de Portugal Juvenis Feminino, tem 15 anos e atingiu o limite de idade para a Classe Optimist. “Adorei a experiência. É o barco ideal para mim”, comentou a velejadora, ao Swell-Algarve.

Beatriz Cintra experimentou um 420 na passada segunda-feira, último dia de permanência na Irlanda, num estágio de preparação para o Mundial de Optimist (ver notícia), durante o qual participou numa prova, o Campeonato Optimist Connaughts 2018, organizado pelo Lough Derg Yacht Club, no fim-de-semana 7 e 8 de julho. A algarvia terminou essa prova em 1º Feminino, 7º geral numa frota composta por 42 velejadores.

Beatriz Cintra recebe o prémio pelo 1º lugar Feminino, 7º geral em Connaughts (®DR)

Na segunda-feira, 9 de julho, Beatriz Cintra regressou a Dublin e teve aí a oportunidade de experimentar um 420, juntamente com outros jovens velejadores irlandeses. “A Bea não tem estrutura física para os Laser. O 420 é a única possibilidade de continuar a fazer vela ligeira, aspirar a resultados e evoluir para outros patamares”, comentou Frederico Coutinho Rato, treinador da atleta, que a acompanhou no estágio na Irlanda.

“O teste foi muito positivo. Ela não queria sair do barco”, comentou o treinador. O 420 é um barco para dois tripulantes. Beatriz Cintra experimentou ser leme e proa e deu-se melhor ao leme; até aguentou uma partida. “A meio do teste dei ordem para largar o ‘Spi’ (balão) e o barco atingiu grande velocidade. Não é que ela se aguentou ao leme!? Andou lá a voar e ficou encantada”, revelou Frederico Coutinho Rato.

Beatriz Cintra adaptou-se melhor ao leme e adorou a experiência (®DR)

Rapidez, técnica e dinâmica de equipa foram factores que encantaram a velejadora algarvia. “Espero que surja um parceiro, ou parceira para treinar a sério”, disse Beatriz Cintra. O Clube Naval de Portimão não tem competição em 420 e a dinâmica de equipa também dificulta a opção porque é preciso combinar a disponibilidade de duas pessoas em idade escolar. “Estou muito empenhada nesta nova fase. Sei que vai ser trabalhoso, mas gosto de desafios”, concluiu Beatriz Cintra.

 

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